15 de abril de 2017



Coquetel de Lançamento do livro CAETANO - uma biografia.
03/05 - 19hs - Livraria da Travessa do Shopping Leblon
Rua Afrânio de Melo Franco 290 - 2o Piso - Leblon - RJ

Bem próximo há uma estação do METRÔ: Estação JARDIM DE ALAH

10 de abril de 2017

Lançamento: Maio/2017

Caetano - uma biografia - A vida de Caetano Veloso, o mais Doce Bárbaro dos Trópicos. Editorial Seoman. - 1ª edição, 2017 -  544 páginas.


15 de janeiro de 2017

Rogai por mim, dicionário,
Agora e na hora do meu
Exílio literário.
Guardai em vossas páginas
Palavras vestidas com classe,
Adjetivos perfumados,
Levíssimos substantivos,
Artigos destemidos,
Pronomes vencedores,
E verbos de dar inveja a corredores.
Rogai por mim, dicionário,
Agora e na hora do meu
Exílio literário.
Ofertai-me vossa semântica,
E vossa divinal sabedoria,
Pois eu vos declaro:
Minha Bíblia Sagrada,
Meu Novo Testamento,
O testamento da minha poesia.

 Carlos Eduardo Drummond


17 de outubro de 2016




Não há nada mais democrático
No mundo que o "ar"...
O rico, o pobre, o feio, o bonito...
Todos, sem exceção, têm direito a uma boa tragada...
Então, meu amor, como ousa me deixar sem fôlego?


Carlos Eduardo Drummond

2 de outubro de 2016

(Para Torquato Neto)
 
Nem contra,
Nem a favor...
...ainda.
Afinal, estou vindo,
                 Estou vindo,
                        Estou vindo...
Pra dizer:
O que importa é ficar tudo lindo!


Carlos Eduardo Drummond

25 de setembro de 2016


"Escrever é não deixar o mundo morrer asfixiado. Os livros são como o ar que respiramos. Sem eles, a humanidade morreria".

Carlos Eduardo Drummond

17 de junho de 2016

Não se condena duas vezes
Pelo mesmo crime.
Assim afirma o Direito.
Mas eu não aceito!
Ontem, morri de saudade;
Hoje também; amanhã idem,
Depois, bis in idem...
E você, solta no mundo,
A zombar dessa gente,
Continua a me matar impunemente.


Carlos Eduardo Drummond

17 de maio de 2016


A Cultura de um país é, sem dúvida, seu bem mais precioso. Não há desenvolvimento completo de uma nação sem ter uma Cultura sólida, diversificada, amparada e em constante evolução. Tudo o que foi comentado essa semana sobre o tema torna clichê qualquer fala elogiosa, mas me sinto na obrigação de defender a classe a que pertenço, tanto institucionalmente quanto artisticamente. O fim do Ministério da Cultura foi um golpe no coração do Brasil e dos brasileiros, ainda que muitos não tenham se dado conta, pois a poderosa “força invisível” da Cultura nunca foi perceptível para todos. O que mais me entristece no momento é constatar que o governo recém-empossado decidiu fazer parte desse último grupo. Se a Cultura, de fato, sair da pauta do governo, conforme as modificações estruturais sugerem, os efeitos no futuro da sociedade serão devastadores do ponto de visto humano. E mais uma vez, muita gente nem vai perceber, ou, ainda, não vai associar causa e efeito. Contudo, sou otimista por natureza. Continuarei acreditando na arte e na cultura como agentes de modificação social, imprescindíveis à evolução de cada ser humano. Mais do que acreditar, não deixarei de contribuir de modo prático com esses dois pilares do país, produzindo material de cunho artístico e cultural sempre que a inspiração me fizer companhia.

5 de abril de 2016


Amar o próximo
Não precisa ser distante...
Cante no ouvido dele
Uma canção de amor errante,
E ele, de repente, amará contente
O próximo distante!


Carlos Eduardo Drummond

4 de fevereiro de 2016

Minha cerimônia de formatura aconteceu em dezembro de 1991, no auditório Mário Lago, em São Cristóvão. Naquele ano, recebi a honra de fazer o juramento diante de um auditório lotado. Conquistei esse direito pelo fato de ter sido o primeiro aluno da Unidade Engenho Novo. Na ocasião, também entrei, pela primeira vez, na sala do "hall da fama" do Colégio Pedro II, em cujas paredes estão gravadas, em bronze, as assinaturas dos alunos eminentes que passaram pelo colégio. No frescor da minha juventude, desejei, secretamente, fazer parte dele um dia. O tempo passa e a vida nos brinda com grandes surpresas. Em março de 2016, vinte e cinco anos depois daquele momento, eu e outros três ex-alunos, entre eles, o compositor Pedro Luís, do Monobloco, seremos homenageados com o honroso título de Aluno Eminente do Colégio Pedro II.  As conquistas, definitivamente, chegam para aqueles que decidem lutar por elas.

17 de dezembro de 2015

O Brasil
Não me inspira mais!
Inspira, todavia,
Sem nenhuma poesia,
O jurista, o chargista
E o cronista de jornais!
O petista e o lobista,
O braço dos federais,
A fala do jornalista,
E a missão da Petrobrás...
O sonho do golpista,
A ilusão governista,
E as lutas pessoais!
O Brasil
Não me inspira mais!
Pede perdão, Brasil!
Ajoelha tua face
No espelho da história,
Anistia teu povo,
Da fome, da pobreza,
Da injustiça e da incerteza,
Da promessa tão vazia,
Sem nenhuma poesia,
E das crises sazonais.
Da tua corrupção passiva,
Ativa e coletiva...
Da tua intenção genocida,
Do desemprego demais,
Das doenças sociais,
E da descrença da vida.

Carlos Eduardo Drummond


10 de novembro de 2015


Samba Semi-Finalista do 8º Concurso de Sambas de Quadra - Troféu Nelson Sargento.

Quem não vive para o seu amor...

Meu bem,
Sabe a flor que você tem?
Não precisa mais regar
Da dor sem dó de doer... de doer...
Eu trago tanto querer
Nas mãos calejadas da vida...
Só pra você...

Certeza demais...
Sempre engana o nosso olhar...
É tolice confessar
E dizer que não quer se esquecer...
E esquecer...
É promessa que não vai valer...
Apenas perder...

E a roda vai girar... vai girar...
Pra ela tem sempre o perdão... o perdão...
Esse é meu jeito de ser,
Não falo de solidão,
Nem gosto de sofrer...

Quem não briga pelo seu amor
Não ama...
Quem não vive para o seu amor
Não ama...

 Drummond - Ivan Wrigg:

12 de julho de 2015




Autores: Me Leva, Maninho do Ponto, Rômullo Meirelles, Zé Glória e Drummond

Luar do Sertão!
Clareia a inspiração, clareia...
Abram as porteiras do seu coração,
O sonho caipira se fez canção!
Plantando um canto de amor no Cerrado,
Brotaram do chão notas musicais!
Saudades do que deixei por lá... Goiás...
Da Serra Dourada... de flores bordada, do simples desejo,
Do homem do campo, o trabalhador,
Herói sertanejo a mostrar seu valor...

Se tem “Moda de Viola”... Deixa versar!
O cavaco também chora... Pro povo cantar!
No “swing” a Leopoldina hoje vai “sambanejar”...
Sanfoneiro toca o fole até o dia clarear!
 
Na fé...
Senhora, me guia nessa romaria,
Seus filhos estão aqui, a lhe pedir a proteção,
No “trem da vida”, em comunhão...
Herança que coloriu o meu passado,
Lembrança... De Pirenópolis, o sonho construiu
E fez nascer os dois filhos do Brasil!
Meu pai, o grande herói dessa conquista,
Que apostou todas as fichas,
Para o amor eternizar!
Mãe, vem ver nossa vitória,
“Dois corações e uma história”...
Vem me abençoar,
Que passarinho cresce e quer voar!

É o amor... guiando meus versos,
É dom de Deus tocar os corações!
Na força das canções, eternizar minha raiz,
Não vou negar: Eu sou Imperatriz!